Esta noite prometia ser como tantas outras. Sinceramente não estava muito interessado em ir a mais um baile, tendiam a ser muito repetitivos, o que cansa uma pessoa.
Como costume e também por boa educação, passeei entre os convidados, apertando as mãos aos senhores importantes e trocando gracejos com as damas.
Davam já as onze badaladas e o baile parecia estar no seu auge quando a vi passar pelo meio dos senhores e senhoras que dançavam.
Era como um anjo descido à Terra.
Por onde passava cabeças se viravam na sua direcção para contemplar a sua beleza extraordinária.
Pele branca e pura, de corpo esguio mas esbelto, sua cara era pequena com lábios vermelhos e as bochechas altas.
Seus cabelos compridos e sedosos deixavam um perfume agradável e dançavam alegremente enquanto ela caminhava graciosamente com passos leves e determinados. Enfim parecia uma bailarina angelical.
Fiquei simplesmente fascinado por encontrar tanta perfeição concentrada numa só mulher.
Decidi convida-la para uma dança ao que ela acedeu gentilmente. A sua voz delicada e melodiosa encaixava na perfeição da sua beleza.
Parecia uma boneca de porcelana mas dançava maravilhosamente.
Aproximaram-se duas damas, uma de cabelos loiros sorria amavelmente enquanto a outra tinha um traje carregado e feições tristes.
Mas não importava. Eu via no meu par o florescer do meu primeiro amor, naquela dança, a dança da minha vida.
Para grande angústia minha um outro cavalheiro convidou-a para dançar e não pude estar mais com ela.
Espero encontrá-la mais vezes e, quem sabe, assim o meu amor possa ser retribuído.
(Trabalho feito para português através do quadro "dança da vida" de Edvard Munch)

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