Volta para aqui
Não me deixes só neste mundo
Tenho saudades e preciso de ti
Não podemos ficar assim, no fundo
Lá longe, afastadas
Separadas pela distância
Tristes mas não paradas
Sem dar asas à ignorância
Mas mesmo lá longe
Como se fosse uma miragem
A amizade perdura hoje
E nem no amanhã dela tiram vantagem
Demónios e vilãos
Tentam nos separar
Mas tudo é em vão
Ela não vai acabar
Não feches a porta
Não vamos ficar assim
Acabadas e com a vida torta
Não vamos encontrar o nosso fim
Volta... Volta... Volta!
Sussurro no pensamento
Ou até em voz alta
Na esperança de chegar até ti pelo vento
De tudo podem nos proibir
Comer, beber, ver e até viver
Mas a nossa amizade não podem destruir
Pois uma à outra vamos sempre ter
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Onde a vida nos leva
Até onde a vista alcança
Só vejo o mar
incerto; cheia de esperança
de ao outro lado chegar
Chegar onde?
Aonde ele me levar;
Da vida achar a sua fonte
Fonte que me faz viver e amar
Passa a vida como um sonho
Temeroso e fugaz
Indecisa suponho
Entre a guerra e a paz
E a morte é o quê?
Talvez o despertar
Da vida que se teve
Do que se fez para a justificar
Flutuamos num vácuo
O vácuo da não existência
O meu Passado trago-o
eu; junto com a minha experiência
A chama, pela qual
espero; vejo-a ao longe tremeluzir
Ela que me salva da vida anormal
Da qual quero desistir
Quando definhar na hora de morrer
Será o regressar
Do sopro que foi viver
Mas que muito me veio a ensinar
E assim vai chegar
O momento tão esperado
Onde me vou atar
Ao que à muito me foi retirado
Quando o outro lado do mar alcançar
A ti me vou juntar
Só vejo o mar
incerto; cheia de esperança
de ao outro lado chegar
Chegar onde?
Aonde ele me levar;
Da vida achar a sua fonte
Fonte que me faz viver e amar
Passa a vida como um sonho
Temeroso e fugaz
Indecisa suponho
Entre a guerra e a paz
E a morte é o quê?
Talvez o despertar
Da vida que se teve
Do que se fez para a justificar
Flutuamos num vácuo
O vácuo da não existência
O meu Passado trago-o
eu; junto com a minha experiência
A chama, pela qual
espero; vejo-a ao longe tremeluzir
Ela que me salva da vida anormal
Da qual quero desistir
Quando definhar na hora de morrer
Será o regressar
Do sopro que foi viver
Mas que muito me veio a ensinar
E assim vai chegar
O momento tão esperado
Onde me vou atar
Ao que à muito me foi retirado
Quando o outro lado do mar alcançar
A ti me vou juntar
domingo, 10 de abril de 2011
As estrelas e os mistérios da vida
Durante milhares de anos as estrelas fascinaram o Homem. Eram objecto de grande admiração, superstição e até medo.
Elas ainda hoje seduzem imensas pessoas, alguns inclusive dedicam a vida a elas como os antigos, e tal como estas pessoas também as estrelas me cativam. Não há nada como sentar na rua numa noite amena de Primavera, sentir os cheiros das flores que acabaram de nascer, olhar para cima e vê-las lá juntamente com a Lua reluzentes, distantes e magníficas.
Com as descobertas do século XX e XXI os mistérios das estrelas são desvendados e mostrados ao mundo pelos astrónomos mas será que se as deixarmos tal como sempre as conhecemos, enigmáticas e irreais, não seria melhor? Talvez...
Tal como as estrelas certas coisas na vida deveriam permanecer ocultas e inexplicáveis. Há certas coisas, certas realidades que ficariam muito melhor debaixo de um escuro e grande véu negro.
Às vezes a Ignorância não é assim tão má como os filósofos fazem crer. A curiosidade de alguns leva-os sempre mais além mas a dos outros só lhes traz complicações, confusões e dores de cabeça.
Certas verdades devem ficar no escuro porque quando elas vêm ao de cima a vida vira de pernas para o ar, o mundo dá uma volta de 180 graus e o coitado que está no meio vê-se numa montanha russa completa, num quarto velho e cheio de coisas a pedirem a atenção dele e ele sem saber para onde se virar.
É estranho as voltas, os altos e baixos que a vida tem. Num momento está tudo bem, estamos felizes e contentes rodeados por quem ama-mos e no momento a seguir tudo se foi como se uma força superior e incontrolável soprasse todas as coisas boas para longe e ficassem apenas as lembranças, o pó, os lugares, ainda, quentes ocupados por aquele que se foram mesmo contra vontade.
O que posso dizer é para aproveitarem ao máximo todas as pequenas oportunidades que têm pois por muito insignificantes que possam parecer, não sabemos se no segundo a seguir não nos vão roubar isso e deitá-lo pelo cano abaixo para nunca mais o vermos.
Estejam atentos, nunca desistam e aproveitem tudo o que podem para assim, quando morrerem, poderem dizer que viveram a vida como ela merecia ser vivida e talvez um dia nos encontremos nas estrelas e desvendemos todos os segredos da vida.
Sejam felizes :)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
H.A.D.E.S.
Há algo em ti
Amor como nunca vi
Desgosto que entrevi
Esperança que descobri
Saudade tal como a que tenho por ti
Amor como nunca vi
Desgosto que entrevi
Esperança que descobri
Saudade tal como a que tenho por ti
terça-feira, 5 de abril de 2011
Quem criou não igualou
Quem criou o mar
Não o fez tão espectacular
Quem criou o céu
Apenas fez um véu
Quem criou a calma da lua
Não a igualou à tua
Quem criou a mais bela flor
Não a conseguiu igualar ao teu amor
Quem criou a grandeza da Montanha
Não a fez como a tua que é tamanha
Quem criou a cor da água do Rio
A cor dos teus olhos não viu
Quem criou a alma e o amor
Não pensou que o teu teria tal valor
Quem criou o meu ser
Não o fez tão perfeito como o teu deve merecer
Não o fez tão espectacular
Quem criou o céu
Apenas fez um véu
Quem criou a calma da lua
Não a igualou à tua
Quem criou a mais bela flor
Não a conseguiu igualar ao teu amor
Quem criou a grandeza da Montanha
Não a fez como a tua que é tamanha
Quem criou a cor da água do Rio
A cor dos teus olhos não viu
Quem criou a alma e o amor
Não pensou que o teu teria tal valor
Quem criou o meu ser
Não o fez tão perfeito como o teu deve merecer
Amar o desconhecido
Amar
Amar o que não conheces
Algo que vai durar
Mas que como é, não sabes
Tens uma leve alusão
Agarras-te ao que te contam e fazem ver
O resto deixas para a imaginação
Para criar a seu bel-prazer
Pensas que amanhã vais conhecer
Mas o amanhã vem e nada
Tens esperança que ainda há tempo para ver
Mas o que percebes, é que foste enganada
Imagens, suposições
Lutas, esforças-te e tens esperança
Mas tudo o que recebes são ilusões
Enquanto o tempo avança
Começa a chegar o fim da vida
E só tens fé depois de morrer
Talvez aí o Destino sorria
E o possas abraçar, beijar, ver...
Amar o que não conheces
Algo que vai durar
Mas que como é, não sabes
Tens uma leve alusão
Agarras-te ao que te contam e fazem ver
O resto deixas para a imaginação
Para criar a seu bel-prazer
Pensas que amanhã vais conhecer
Mas o amanhã vem e nada
Tens esperança que ainda há tempo para ver
Mas o que percebes, é que foste enganada
Imagens, suposições
Lutas, esforças-te e tens esperança
Mas tudo o que recebes são ilusões
Enquanto o tempo avança
Começa a chegar o fim da vida
E só tens fé depois de morrer
Talvez aí o Destino sorria
E o possas abraçar, beijar, ver...
Não importa... Não importa nada!
O que foi feito do ontem?
O tempo já o levou
O que foi feito do amanhã?
O Destino já o programou
Não importa o ontem nem o amanhã
Não importa o que vem
O que se passou muito menos
Nem mesmo o que o Destino tem
Importas tu!
Deixa-te de escola ou de estudar
Deixa a família ou os amigos
Eles nem sempre vão estar
Mas e tu?
Eu tenho toda a confiança em ti
Vais estar lá sempre
Não importa o que tenha de vir
Não importa
Não importa nada
A não ser a tua boca na minha
Ou estar contigo de mão dada
Os teus braços ao meu redor
Estar em ti recostada
Estar segura e calma em ti
E a minha alma à tua eternamente ligada
Não importa
Não importa nada
A não ser o dia em que realmente te vou ver
A não ser o teu amor, a tua alma no meu coração guardada
O tempo já o levou
O que foi feito do amanhã?
O Destino já o programou
Não importa o ontem nem o amanhã
Não importa o que vem
O que se passou muito menos
Nem mesmo o que o Destino tem
Importas tu!
Deixa-te de escola ou de estudar
Deixa a família ou os amigos
Eles nem sempre vão estar
Mas e tu?
Eu tenho toda a confiança em ti
Vais estar lá sempre
Não importa o que tenha de vir
Não importa
Não importa nada
A não ser a tua boca na minha
Ou estar contigo de mão dada
Os teus braços ao meu redor
Estar em ti recostada
Estar segura e calma em ti
E a minha alma à tua eternamente ligada
Não importa
Não importa nada
A não ser o dia em que realmente te vou ver
A não ser o teu amor, a tua alma no meu coração guardada
A minha cidade de Braga
Braga
A minha cidade de Braga
Eles correm as ruas
Eu decoro as calçadas tuas
De dia és brilhante
E à noite tornas-te cintilante
Braga
A minha cidade de Braga
Mandada construir na antiguidade
Continuas de pé hoje e por toda a eternidade
Encontro em cada canto e recanto
O teu brilho e encanto
Braga
A minha cidade de Braga
És grande e luminosa
Simples e fabulosa
Os elementos beijam os edifícios teus
Agraciados por todo e qualquer deus
Braga
A minha cidade de Braga
És linda e fascinante
Pequena mas ainda assim grande
A minha cidade de Braga
Eles correm as ruas
Eu decoro as calçadas tuas
De dia és brilhante
E à noite tornas-te cintilante
Braga
A minha cidade de Braga
Mandada construir na antiguidade
Continuas de pé hoje e por toda a eternidade
Encontro em cada canto e recanto
O teu brilho e encanto
Braga
A minha cidade de Braga
És grande e luminosa
Simples e fabulosa
Os elementos beijam os edifícios teus
Agraciados por todo e qualquer deus
Braga
A minha cidade de Braga
És linda e fascinante
Pequena mas ainda assim grande
sábado, 2 de abril de 2011
Guerras
Guerras, lutas, confusões, merda, merda e mais merda.
Paz? Nunca.
Sempre num torvelinho de emoções, cenas e actos.
Dores de cabeça frequentes que levam à loucura, o cansaço ainda deita mais abaixo, estraga ainda mais o esquema.
Os tempos negros vêm com pequenos espaços cinzentos intercalados, bem exprimidos e cronometrados ao máximo.
Os tempos onde reinava a inocência, a brincadeira, o descanso, e a paz à muito que já passou, infelizmente sem retorno...
Esperança... A Esperança ajuda sempre, mas, às vezes, não está presente e encontrasse um abismo escuro, fundo, terrível em frente onde a única passagem é uma corda podre e velha, sem garantias de que se vai sair ileso ou até mesmo com vida.
Os amigos vão caindo uns atrás dos outros sem se poder evitar, como se um veneno letal fosse injectado, quando se perdeu a inocência, que mata, magoa ou arrasa todos os que se aproximam.
Não há provas, muito menos seguranças. Cada dia é uma batalha, atravessando um bosque assombrado guiando-se apenas por um caminho horrível, esburacado cheio de armadilhas, que vão magoar. E para piorar ainda mais, uma besta está à espera na sombra de cada árvore decrépita, um percalço aparece em cada curva e de cada vez que se atravessa um obstáculo nem tempo se tem para descansar pois irremediavelmente vai haver algo à espera que não vai deixar respirar ou ter um bocado mínimo sem nada.
Talvez possa pensar que a morte trará paz mas não! Vai ser só uma passagem, uma ponte, que tira de um bosque para levar para uma selva. Os riscos aumentam, os predadores multiplicam-se mil vezes mais e a exposição é maior.
E se depois da morte ainda morreres outra vez, pois tudo é um ciclo, entra-se numa guerra aberta com inimigos mais poderosos e hediondos.
Chega ao fim como se pode, quando se foi arrastado para isto, ter paz?
Querer normalidade e paz é uma ilusão, que magoa muito mais que ter esperança numa coisa e ela ser esmagada pelo mau destino.
Lutas? Sim
Esperança? Talvez
Paz? NUNCA
Nada de ilusões, aceitar o destino, adaptar-se, tentar sobreviver a cada noite e viver cada dia como se fosse o último, pelo menos no bosque, que ainda é o melhor dos três.
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