terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um milhão?

Eu poderia dizer um milhão de palavras
Cantar um milhão de músicas
Um milhão de gestos
Com um milhão de atos

Amar-te num milhão de brincadeiras
Junto com um milhão de baboseiras
Dar-te um milhão de prendas
E um milhão de noites estupendas

Escrever-te um milhão de cartas
Com um milhão de “amo-te” nelas gravadas
Mas porquê um milhão?
Só um milhão?!

Não, nem pensar
Não é desta forma que te vou amar
Eu quero cosmicamente elevado a infinitos
Com muitos carinhos, mimos e risos

Ou então infinitos elevado a cosmicamente
Contigo sempre presente
Minha alma e coração
Minha mão na tua mão

Não quero futuros e muito menos passados
Quero presentes puros
Com as tuas asneiras
Somadas às minhas brincadeiras

Esse total a multiplicar
Por tudo o que amamos e vamos amar
Por nós os dois a dividir
E viver o que estiver para vir

Eu amo-te infinitos elevado a cosmicamente
Ou cosmicamente elevado a cosmicamente
Também te posso amar cosmicamente elevado a infinitos
Ou infinitos elevado a infinitos elevado a infinitos...

Mas que importa?
Eu amo-te e isso chega
Pois com o teu simples amar
Nada mais posso desejar