sábado, 2 de abril de 2011

Guerras


Guerras, lutas, confusões, merda, merda e mais merda.
Paz? Nunca.
Sempre num torvelinho de emoções, cenas e actos.
Dores de cabeça frequentes que levam à loucura, o cansaço ainda deita mais abaixo, estraga ainda mais o esquema.
Os tempos negros vêm com pequenos espaços cinzentos intercalados, bem exprimidos e cronometrados ao máximo.
Os tempos onde reinava a inocência, a brincadeira, o descanso, e a paz à muito que já passou, infelizmente sem retorno...
Esperança... A Esperança ajuda sempre, mas, às vezes, não está presente e encontrasse um abismo escuro, fundo, terrível em frente onde a única passagem é uma corda podre e velha, sem garantias de que se vai sair ileso ou até mesmo com vida.
Os amigos vão caindo uns atrás dos outros sem se poder evitar, como se um veneno letal fosse injectado, quando se perdeu a inocência, que mata, magoa ou arrasa todos os que se aproximam.
Não há provas, muito menos seguranças. Cada dia é uma batalha, atravessando um bosque assombrado guiando-se apenas por um caminho horrível, esburacado cheio de armadilhas, que vão magoar. E para piorar ainda mais, uma besta está à espera na sombra de cada árvore decrépita, um percalço aparece em cada curva e de cada vez que se atravessa um obstáculo nem tempo se tem para descansar pois irremediavelmente vai haver algo à espera que não vai deixar respirar ou ter um bocado mínimo sem nada.
Talvez possa pensar que a morte trará paz mas não! Vai ser só uma passagem, uma ponte, que tira de um bosque para levar para uma selva. Os riscos aumentam, os predadores multiplicam-se mil vezes mais e a exposição é maior.
E se depois da morte ainda morreres outra vez, pois tudo é um ciclo, entra-se numa guerra aberta com inimigos mais poderosos e hediondos.
Chega ao fim como se pode, quando se foi arrastado para isto, ter paz?
Querer normalidade e paz é uma ilusão, que magoa muito mais que ter esperança numa coisa e ela ser esmagada pelo mau destino.
Lutas? Sim
Esperança? Talvez
Paz? NUNCA
Nada de ilusões, aceitar o destino, adaptar-se, tentar sobreviver a cada noite e viver cada dia como se fosse o último, pelo menos no bosque, que ainda é o melhor dos três.

Sem comentários:

Enviar um comentário