terça-feira, 5 de abril de 2011

Amar o desconhecido

Amar
Amar o que não conheces
Algo que vai durar
Mas que como é, não sabes

Tens uma leve alusão
Agarras-te ao que te contam e fazem ver
O resto deixas para a imaginação
Para criar a seu bel-prazer

Pensas que amanhã vais conhecer
Mas o amanhã vem e nada
Tens esperança que ainda há tempo para ver
Mas o que percebes, é que foste enganada

Imagens, suposições
Lutas, esforças-te e tens esperança
Mas tudo o que recebes são ilusões
Enquanto o tempo avança

Começa a chegar o fim da vida
E só tens fé depois de morrer
Talvez aí o Destino sorria
E o possas abraçar, beijar, ver...

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